"...Vai com os anjos
Vai em paz
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez..."
Os bons morrem jovens
Legião Urbana
Apaguei as luzes, calei as vozes, me guardei por fora para dar voz ao que estava dentro.
Sentimentos desencontrados esmurravam as portas do coração.
Pensei em organizá-los em uma fila, um de cada vez por favor.
Tá certo que as vezes precisamos bagunçar para encontrar o lugar das coisas.
Aprendi que nada é tão grande como a gente vê.
Ainda bem! Decidi descomplicar o simples, simplificar os dias.
A gente planeja tanto, aí vem o inesperado fazendo festa, rindo dos nossos projetos megalomaníacos, nos ensinar que muita coisa depende de nós, mas que a vida é muito mais que um bloco de notas.
Vem nos mostrar que não existe receita pronta, palavra certa, escolhas erradas, a vida se apresenta cada dia com uma nova roupa e cabe a nós tirá-la para dançar ou ficarmos sentados esperando a coragem chegar.
Reaprendi (estou aprendendo) a construir caminhos sem me preocupar com a chegada, apenas com cada passo da caminhada.
Nas noites em que me sinto sozinha, ouço seus passos, sinto sua mão, cheirinho de abraço apertado que vem acompanhando minha oração.
Sei que você sabia o quanto te amava (te amo), principalmente nas muitas vezes em que eu não dizia, aliás, era o que eu não dizia que você mais entendia.
E quando a saudade, essa malvada vem em minha porta fazer canturia, abafo seu som fechando os olhos, abrindo os braços e cantando nossa música favorita.
Hoje não estou sabendo falar de dor, porque eu sei que tristeza endurece a gente e esfarela o amor e onde você estiver estará fazendo caretas para o meu mau humor.
Por isso vou tentando seguir os dias vestida com sua alegria.
Me empresta seus pés de anjo pra eu caminhar em paz?
Prometo que devolvo qualquer dia...


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